Uma mudança importante está prevista para 1º de janeiro de 2027: a opção pelo regime de caixa deixará de ser utilizada para determinar a base mensal do Simples Nacional. A receita passará a ser reconhecida pelo faturamento da operação, normalmente vinculado à emissão do documento fiscal, mesmo quando o cliente ainda não pagou.
Para empresas que vendem a prazo, parcelam serviços ou enfrentam atrasos, a alteração exige planejamento porque o imposto poderá surgir antes da entrada do dinheiro.
O que é o regime de caixa?
No regime de caixa, a empresa considera na apuração mensal os valores efetivamente recebidos. Uma venda feita em outubro e recebida em dezembro tende a entrar na apuração de dezembro.
O que muda no Simples Nacional em 2027?
Segundo a Receita Federal, a escolha do recebimento como critério deixa de existir. A receita bruta passa a ser reconhecida no faturamento da venda ou do serviço, em regra associado à emissão do documento fiscal.
Como ficam as vendas e os serviços a prazo?
Uma nota emitida em janeiro, mesmo com pagamento entre fevereiro e abril, poderá integrar a apuração de janeiro. Cancelamentos, devoluções e situações específicas devem seguir a regulamentação e sua documentação.
Qual será o impacto no fluxo de caixa?
O principal risco é o descasamento entre faturamento, recebimento e vencimento do DAS. Empresas com prazos longos ou inadimplência elevada podem precisar de mais capital de giro.
- revise os prazos concedidos aos clientes;
- reforce cobrança e controle de inadimplência;
- integre emissão fiscal e contas a receber;
- acompanhe cancelamentos e devoluções.
Como preparar a empresa?
Mapeie o prazo médio entre faturamento e recebimento, simule o imposto e projete o capital de giro necessário para 2027. Compare o Simples com outros regimes usando dados reais.
Simule antes de decidir
Compare cenários tributários com o RegimeCerto da JCS.
Precisa de uma análise individual?
A JCS pode revisar sua operação e preparar a empresa para 2027.

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